Paraguaios residentes no Brasil denunciam que o TSJE no Paraguai

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Terça, 03 de janeiro de 2012

Paraguaios residentes no Brasil denunciam que o TSJE excluiu a 40.000 compatriotas que vivem no estado de São Paulo, ao ignorá-los na campanha de inscrição no Registro Cívico. Qualificaram de “rotundo fracasso” o trabalho da Justiça Eleitoral e questionaram ao Congresso pelo recorte de fundos para seguir o empadronamento dos migrantes em 2012.

Humberto Jara, presidente da Associação Japayke de Paraguaios em São Paulo, afirmou que o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) os negou seu direito ao voto consagrado na Constituição. “Foram na Argentina, nos Estados Unidos e Espanha. Hoje me interei de que foram no México … e não foram ao Brasil”, disse indignado.

Em uma visita a nossa redação, acompanhado de outros residentes que vieram pelas festas, lembrou que inclusive tiveram a promessa de ser incluídos nos encontros com os ministros Samuel Lugo e Gerardo Rolón, de Repatriados e Senavitat, respectivamente.

Enfatizou desconhecer o motivo da exclusão, ao ser uma entidade não política que agora ficou desamparada.

Ressaltou que isto constitui uma falta de respeito e sinalou que o migrante é um grande colaborador com o Estado Paraguaio, já que as remessas ocupam o terceiro posto do produto interno bruto (PIB).

“Rotundo fracasso”

Em um comunicado oficial da Associação, os residentes qualificaram de “rotundo fracasso” o saldo das campanhas de empadronamento no estrangeiro com 20.305 pessoas, quando só em São Paulo e cidades vizinhas residem mais de 40.000 compatriotas.

Agregaram que estão extremamente preocupados de que todo o custo que demandou o referendo pelo “sim” ao voto no estrangeiro, assim como a luta de milhões de compatriotas seja em vão.

Contra o Congresso

Igualmente questionam durante o Congresso, que acusaram de acompanhar a reclamação para logo limitar os recursos necessários para dar continuidade a campanha de inscrição no exterior durante 2012, deixando fora a numerosos paraguaios. “ Nossa reclamação é simples, e se baseia no que estabelece claramente a Constituição nacional, que desde o passado 9 de outubro proclama que os paraguaios residentes no exterior são eleitores” disse finalmente Humberto Jara durante entrevista.

Fonte: ABC Color
Tradução livre do original: Érika Ceconi