Segunda, 20 de fevereiro de 2012

Dezoito carros alegóricos enfeitados com motivos referentes à cultura caribenha abriram oficialmente neste sábado o Carnaval de Barranquilla 2012, no norte da Colômbia. “A Batalha de Flores”, primeiro desfile do carnaval, encheu de música e júbilo o conhecido “cumbiódromo” que percorre a tradicional Via 40 no setor industrial de Barranquilla, a capital do Atlântico.
Estas festas foram declaradas em 2003 Patrimônio oral e imaterial da Humanidade, pelo Fundo das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
“O Carnaval de Barranquilla é a essência do barranquillero é nossa razão de existir”, disse à agência EFE a prefeita da cidade, Elsa Nogura, enquanto dançava e se divertia em um dos palcos montados para o público.
Por sua vez, o senador Armando Benedetti explicou que “em nenhum lugar da América Latina há realmente algo tão multicultural como aqui, nem mesmo no Rio de Janeiro, lá é mais vistoso, mas não tem o mesmo multiculturalismo que tem aqui em Barranquilla”.
Os gigantescos carros, verdadeiras obras de arte, de mais de 7 m de altura, foram inspirados no caribe exótico e nas tradições próprias desta região, que reúne diversas culturas próprias e estrangeiras. A decoração das carruagens deixou ver a influência indígena, africana e europeia e transformaram a Batalha de Flores em um espaço vibrante cheio de cultura.
A confecção dos carros é um ofício de tradição realizado pelas famílias que herdaram a arte e o conhecimento de sua fabricação de gerações anteriores. Sobre um deles desfilou a rainha do carnaval, Andrea Jaramillo Char, uma jovem que durante todo o percurso distribuiu beijos e alegria aos milhares de espectadores.
O Carnaval rendeu este ano homenagem a Esthercita Forero, também conhecida como a “namorada de Barranquilla”, uma cantora e compositora popular que institucionalizou La Guacherna, desfile que se realiza oito dias antes da Batalha de Flores.
Também homenageou o cantor e compositor de música caribenha Álvaro José “Joe Arroyo”, que, embora oriundo de Cartagena de Indias, viveu e morreu em Barranquilla, onde imortalizou a frase “Em Barranquilla fico”. Esthercita e Arroyo morreram no ano passado.
O Carnaval de Barranquilla segue até terça-feira, quando Joselito Carnaval, que representa o espírito da festa morre, é enterrado e chorado por suas viúvas.
Fonte: Terra




















